Para esse tal de dois mil e dezessete: atitude.

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Parei de romantizar finais de ano. É indescritível a sensação de renovação que eles nos trazem, eu não discordo. Mas é apenas isso: sensação. Aquela máxima que diz: “o ano só muda se você muda” nunca me soou tão verdadeira.

Pois bem, chamem isso de vida adulta, de maturidade ou apenas de “cair na real”. Só chamem de alguma coisa. É isso que tenho feito nesses primeiros dias: nomeado coisas. As pessoas que quero comigo, as metas que vão sair do papel, onde eu quero chegar. Há dois anos atrás eu fiz a mesma coisa. À época, não possuía metade da percepção de realidade que tenho hoje, mas soube definir algumas coisas e, levando em consideração os resultados colhidos até então, até que defini bem. Há dois anos atrás joguei para escanteio um negócio chamado medo, me permitindo continuar apenas com o frio na barriga. Fiz as malas, contra o gosto da minha mãe, e saí da cidadela que nasci e me criei com um único desejo: o de ser grande. É ele que me motiva correr atrás dos sonhos que construí e carrego no mais íntimo do meu coração, os quais eu também partilho com os corações que me acolheram durante essas duas décadas de peleja nesse mundão de nós todos.

Atualmente, mais do que em nenhuma outra época da minha vida, tenho certeza que planejamento é fundamental para a concretização de algo, mas que sem atitude de nada serve. Não fique nessa de só listar sonhos e metas, entre na de riscá-los das suas listas. É tão prazeroso quanto. Eu garanto. E lembre-se: quando não se sabe onde quer ir, qualquer caminho serve. Saiba onde quer chegar.

 

T. ❤

Quase.

IMG_20150621_170336Quase hora de colocar a mochila nas costas e voltar para cidade grande, tudo isso para ver se algum dia sou grande também. Na mochila, além das roupas e livros, alguns sonhos muito antigos, outros nem tanto e espaço para novos que estão por vir. A esperança volta renovada, a garra triplicada. Tanta vontade de fazer melhor, de fazer diferente, de ser mais, de não ser só mais uma na multidão, de ajudar alguém, deixar-se ser ajudada. Vontade de ser grande: grande pessoa, grande amiga, grande exemplo. Só não quero ser grande decepção, nem minha e nem de ninguém.

Quase 20 e eu não sei por onde vou. Sei de onde vim e onde quero chegar. Onde vou a Deus pertence, porque é futuro e vocês bem sabem do ditado. Sei de mim, dos meus desejos, das minhas neuras, incoerências, da minha dor na base da coluna que não passa nunca, do refluxo mal curado, da descompensação postural, da impaciência, da mania (infeliz!) de querer abraçar o mundo com as pernas. Dos outros não sei nada, mas desconfio de muita coisa.

Quase mulher e poucas paixões para conta (as fictícias e as platônicas não contam, não é?). A lista etílica nem existe, não gosto, apesar de achar chique. As baladas morrem nos famosos “vamos combinar!”. Até me empolgo, mas quando penso em como funciona concluo logo que não é lugar para mim. Acho que sou muito mais feliz numa segunda ensolarada, logo após uma aula de Civil chatíssima sobre vícios redibitórios, ao redor de uma mesa que só acomoda quatro pessoas, espremida entre 10 amigos, conversando sobre coisas muito sérias ou coisas não tão sérias assim, onde o riso é velho convidado e se faz sempre presente. As loucuras não são loucuras. O máximo que já fiz foi fugir de casa quando criança. As fraturas são poucas e nenhuma exposta: todas da alma. Ainda bem. Os machucados já se exibem em uma lista compridinha, mas é que caí muito aprendendo a andar de bicicleta. Ah, os que exibo no rosto foi a vida quem me deu: vezenquando ela sabe bater forte.

Quase adulta e sempre que posso ainda levanto as quatro da manhã, corro para cama dos meus pais e aceito ser coberta ao som de um “minha bebê tá com frio?”, confirmo com a cabeça e me encolho em posição fetal, sentindo o cheirinho de lar. Vou ter quase 30 e continuar indo para cama dos meus pais às 4 da manhã, porque ninguém é de ferro. E por não ser de ferro é que nas vésperas da vida adulta eu me permito ser novamente criança: cada vez mais sincera, procurando inocência onde só se nota maldade, sorrindo para o estranho na fila do banco, do supermercado, no ônibus, na rua, no carro ao lado parado no sinal, sendo curiosa, procurando sempre aprender. Decidi que quando crescer quero ser criança. Por enquanto ainda sou apenas alguns “quases”.

T. ❤

Direito: minhas primeiras impressões ♥ Parte I

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Desde que eu entrei na faculdade, sabe-se lá o porquê, um número significativo de pessoas me procura para esclarecer algumas dúvidas sobre o curso de Direito. É amigo, é amigo de amigo, é primo, é namorada de primo, é desconhecido que ouviu falar de mim através de uma tia, gente que lê o blog e por aí vai. Baseada nisso e levando em consideração que o blog tem como finalidade, também, expor informações que venham a ser úteis, eu resolvi trazer as minhas primeiras impressões sobre o curso.

Primeiro semestre ou como a gente carinhosamente chama lá na FFB, S1:

O primeiro período do curso de Direito – pelo menos na minha faculdade e nas que eu tenho conhecimento – é essencialmente introdutório. O que isso significa? Significa que você vai cursar disciplinas básicas como Filosofia, Antropologia e Sociologia. E não, nada de muito novo, para falar a verdade. Você vai ler Aristóteles, Platão, Tomás de Aquino, Marx, Foucault, Sócrates, Hobbes, Rousseau etc. Todos já são velhos conhecidos nossos lá do ensino médio, pelo menos assim espero. Eu tive Sociologia e Antropologia no segundo semestre, mas os detalhes desse ficam para a segunda parte do post. No meu caso, o primeiro contato com Direito propriamente dito foi nas disciplinas de Ciência Política e Teoria do Estado e Organização Institucional do Estado. A impressão que você tem, inicialmente, é que está estudando um Constitucional basicão. E, de certa forma, é isso mesmo. São nessas disciplinas que nós temos o primeiro contato com a Constituição Federal.

Eu diria que a disciplina mais “do Direito” seria, porém, Conceitos Jurídicos Fundamentais – em todas as outras faculdades essa disciplina se chama Introdução ao Estudo do Direito, sabe-se lá o porquê a minha resolveu inovar. É onde nós vamos ser, como já diz o próprio nome, introduzidos ao estudo jurídico. Nomenclaturas antes nunca vistas e o primeiro contato com a doutrina. É aqui que entra na sua vida Hans Kelsen, Miguel Reale, Paulo Nader, Bobbio e muitos outros carinhas às vezes um pouco complicados de entender – Kelsen taí para provar isso. Foi em Conceitos que eu tive contato com o meu primeiro caso, o clássico Caso dos Exploradores de Caverna – que se você tiver curiosidade, é um livro de autoria do Lon L. Fuller – onde o caso deveria ser apresentado em forma de júri simulado. O meu primeiro e inesquecível júri, onde fui membro da promotoria ao lado de duas grandes amigas. Por sinal, nós conseguimos a condenação dos réus e nota máxima no trabalho.

Tive uma cadeira de Linguagem e Produção Textual, que é… português. Uma espécie de revisão e preparação para o conhecimento da linguagem jurídica, mas nada muito técnico ainda, sabe? Também tive Ética e Pensamento Filosófico que não é nada além de Filosofia Geral e eu já falei dela lá em cima.

Quase esqueço de Teoria do Direito e Epistemologia Jurídica, que é uma disciplina que exige MUITA leitura. É trabalhada a construção científica do Direito, o conceito de justiça, a ciência do Direito como teoria de interpretação, noções de argumentação e a relação do Direito com as outras ciências. Eu tive contato com as obras do Ihering, do Beccaria, Rousseau e vários outros. Essa é uma disciplina que daria uma conversa de horas. Talvez seja a minha preferida do primeiro período, mas só talvez. ❤

De uma forma bem geral, eu acredito que seja um dos semestres – se não o semestre – mais teóricos do curso. Porque o contato com casos é mínimo e você tem quase nenhuma noção das leis. Isso talvez seja difícil para alguns que escolhem o curso achando que vão ter muitos casos para resolver assim, de cara, sabe? Às vezes alguns se desiludem ali mesmo e desistem. Eu vos digo, queridos: persistam! O melhor está por vir. ❤

A continuação vocês acompanham na segunda parte do post.

50 fatos sobre mim ♥

Por conta da indicação e pedido do meu amigo Wagner Lima para que eu respondesse a TAG: 50 fatos sobre mim, cá estou eu. O post deveria ser um pouco menor, mas eu não me contenho. Abaixo segue a lista que diz muito mais que  50 fatos sobre esta que vos escreve.

01. Meu nome é Thaís. Com TH, nada de y, i acentuado. Escrito fica bem óbvio, mas é assim que eu respondo em 99,9% das vezes em que alguém pergunta meu nome. Era para Giulia. Sim, com a pronúncia italiana. Tudo bonitinho, sonho da mamãe. Porém ela constatou que todos chamariam de Júlia e resolveu colocar Thaís. Com TH… pois é. Ironia do destino ou não, minha afilhada hoje se chama Júlia. É, nada de pronúncia italiana.

02. Eu sou uma geminiana clássica. E como tal, sou 8 ou 80. Sempre nos extremos. Super paciente ou tolerância zero. Muito arrumada ou 100% nem aí. Alternância de humor, desembestada para falar, fome de mundo, versatilidade, brainstrom etc etc etc. Não sei dizer se é algo bom ou ruim, só sei que faz parte do pacote.

03. Sou uma louca apaixonada pela família. É meu bem maior. Deus me livre de dar algo que não seja orgulho, felicidade e motivos para sorrir (e chorar, se for de felicidade, pode, tá?) a minha família.

04. Meu paladar é deficiente. Só isso pode explicar o fato de eu não conseguir misturar doce com salgado. Goiabada com queijo, passas no arroz? NUNCA!

05. Meu canal de TV preferido é o GNT.

06. Meus programas preferidos são o Saia Justa e o Chegadas e Partidas. Sempre choro. Ambos do GNT.

07. Organizado minhas roupas por cores porque me sinto confortável dessa forma e ponto. (Minha mãe odeia. Beijo, mãe!) Assim eu consigo visualizar melhor as roupas. Descobri que não tenho uma queda, mas sim uma fixação por preto e branco. Por algum motivo ainda desconhecido, também tenho muitas peças que misturam os dois – listras e poá <3. Sabe lá Deus o porquê, tenho um número significativo de blusas laranjas.

08. Dou bom dia/boa tarde/boa noite e agraceço a todos os trocadores e motoristas dos ônibus que pego. Mesmo que eles não respondam – e a maioria não responde. Há quem critique… fazer o quê, né?!

09. Sou terrível em guardar dinheiro. Sempre tem um livro, uma sapatilha, um filme, uma blusa ou um sorvete que eu quero muito. Vou lá e compro. Me arrependo. Digo que não vou mais cair em tentação. Caio. E o ciclo recomeça.

10. Adoro dar presentes! Mais um dos motivos do porque não consigo guardar dinheiro. É pai, é mãe, é irmão, é afilhada, é amigo, é primo. “AH! Vamos fazer amigo secreto! E amigo doce! E amigo da onça! E…!”

11. Quando gosto muito de uma música, eu a escuto várias e várias e várias vezes seguidas. Por dias, semanas. Herdei essa mania da minha mãe, meu irmão herdou de mim e meu pai odeia. (Beijo, pai!)

12. Tenho 1,62 de altura e peso 62 quilos.

13. Sou viciadinha no programa talk show do Jô Soares! (Adoro o Jô! Beijo, gordo!) Assisto na TV sempre que dá e, quando não, vejo no youtube.

14. Tenho playlist para todos os momentos da minha vida. Sério. Para os que já foram, os que aqui estão e os que virão. Obrigada, spotify.

15. Na minha família todo mundo faz aniversário na casa dos 20. Na ordem: papai – 20, eu – 23, meu irmão – 26 e mainha – 27.

16. Depos que entrei na casa dos 19, meu corpo reclama como se eu tivesse 25, sei lá. Passei a sofrer (ainda mais) de ansiedade e tenho um sono sem fim na hora errada – passo o dia inteiro querendo dormir e à noite não tenho sono. Dizem que quando a cabeça não pensa, o corpo padece. No meu caso a cabeça tem pensado demais.

17. No colégio a disciplina que eu mais gostava era História (e Português <3! Não consigo escolher entre as duas).  A que eu odiava menos gostava era Espanhol, mais conhecida como A Pedra no Meu Sapato. Até o primeiro ano eu nunca tinha zerado um trabalho/prova, até fazer minha primeira prova de Espanhol.

18. Eu absorvo as pessoas, sobretudo suas manias, de uma forma muito rápida. O que me incomoda muito, para ser sincera. Do nada eu me pego falando igual a fulano, gesticulando igual a ciclano. E, apesar de achar que nós somos mesmo a mistura das pessoas que passam pela nossa vida, eu acho um pouco não-autentico. Sigo tentando amadurecer nesse ponto.

19.  Eu tenho muito, muito, muito – é algo imensurável, sério – orgulho da educação que os meus pais me deram. Tudo muito humilde, realista, pés no chão. Se me perguntassem se eu mudaria algo, se faria algum desvio de rota, a resposta viria de prontidão: nunca.

20. Eu já estudei e fiz teatro por muitos anos.

21. Já fui locutora e redatoda de um programa na rádio local. Entre os meus 13/15 anos.

22. Eu sou do que Cazuza chamou de “turma do abraço”. Meu negócio não é somar é multiplicar, sozinho eu não dou conta. Diferente do que as pessoas pensam, eu sou bem aberta a novas amizades. O meu grupo de amigos (lato sensu) só se expande.

23. Tenho muita fome de mundo. Meus pais me criaram para o mundo, tenho sempre essa impressão. Meu pai cantava e canta para mim até hoje que “… ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar sozinho. A esperança é dom que eu tenho em mim, eu tenho sim.”

24. Odeio abacaxi e tudo que dele deriva.

25. Amo cachorro, não curto gato.

26. Sou uma cinéfila “pao-com-ovo” ou “meia-boca”, como preferir. Eu sou crítica, mas não tenho muita técnica. Por falta de tempo para estudar o assunto e, depois que comecei a faculdade, para assistir filmes, o que me faz sofrer bastante, porque eu sou apaixonada pela sétima arte.

27. Sou acadêmica de Direito, apaixonada pelo curso. Todos os dias eu tenho ainda mais certeza que fiz a escolha certa.

28. Eu gosto de estudar, o que facilita o bom desempenho nas minhas atividades acadêmicas. Sempre me dedico muitos aos projetos que me proponho a fazer. Não encaro a faculdade apenas como um projeto de retorno financeiro.

29. Tenho uma vaidade intelectual muito forte, o que explica o fato de eu não encarar a faculdade somente como fim lucrativo. Aprender, conhecer… me faz bem. Não é, nem de longe, um fardo. Quem me conhece sabe.

30. Tenho interesse em adentrar, quem sabe, futuramente, na esfera política.

31. Apesar de ter umas crises de pessimismo – as bads da vida, né – de uma forma bem geral, eu sou muito otimista. Sempre consigo ver proveito, tirar algo bom de uma situação ruim, aprender com os erros. Sempre. Isso me ajuda muito a vencer as lutas travadas diariamente.

32. Eu escrevo cartas para ninguéns.

33. Sou uma pessoa muito maternal, o que às vezes irrita os meus amigos. Fico aconselhando, dando bronca, puxando orelha. Faço a linha tiazona sem nenhuma vergonha.

34. Adoro bater perna em shopping sozinha, sem ninguém falando ao lado, me apressando. Para mim é uma terapia.

35. Também prefiro ir ao cinema sozinha. Pelos mesmo motivos que vou ao shopping sozinha.

37. Sou míope, estrábica e astigmata.

38. Quando criança, eu fugi de casa umas três vezes.

39. Sou cristã, católica. Sou devota de Santa Rita de Cássia, santa das causas impossíveis. De fazer promessa e tudo. Costumo dizer que a fé por Santa Rita foi herança da minha vó Bia.

40. Sou quase uma stalker profissional. Do tipo de, se bobear, eu descubro rg, cpf e tipo sanguíneo na internet.

41. Nunca ganhei nada em sorteio, bingo, rifa. Nunca.

42. Durante a minha gestação, não deixei que soubessem meu sexo e olha que minha mãe tentou ver algumas boas vezes. Por esse motivo ela comprou tudo amarelo. A minha vinda foi uma surpresa.

43. Nunca quebrei nenhum osso do corpo. Nem pretendo.

44.  Não sou do tipo de pessoa que “vai na onda”, que “segue a moda”. No meu entender, eu tenho a cabeça no lugar. Então, se eu fizer algo é porque eu quero fazer. O que às vezes não é tão bom, porque eu não levo muito em consideração a opinião alheia. Se eu quiser, eu vou. Se não, não vou. Claro que se tratando de assuntos relevantes, na maioria das vezes e sempre que posso, eu consulto pessoas de referência. (Beijo pai, beijo mãe!)

45. Esse é o terceiro blog que eu crio.

46. Tenho uma caixa com todas as cartas, fotografias e cartões que recebi durante os meus 19 anos.

47. Tenho muita, muita, muita vontade de aprender a atirar. É uma das coisas que pretendo aprender até o final da graduação em Direito.

48. A minha rede social preferida é o twitter. Porque lá ninguém precisa ser feliz o tempo todo, lá eu posso postar “queria estar morta” e ninguém vai me olhar torto ou me mandar pedir perdão a Deus – porque o Senhor sabe que é só força do hábito e que nada quer dizer além de “para o mundo que eu quero descer” ou “para que tá feio”. E, bem, tem o Pe. Fábio de Melo. Preciso mais nem explicar, né?

49. Acreditei fielmente em Papai Noel até os 6 anos de idade. Papai simulava a entrega de presente todos os anos e recebia muita críticas por causa disso.Tadinho!

50. Não me considero uma pessoa inteligente. Me acho esforçada, não inteligente.

T.

Das coisas que só se aprende quando se resolve abrir as asas e sair do ninho.

Humildade é um valor necessário e, se você não aceitar isso, vai ter sempre alguém mais – bem mais, muito mais – inteligente e esperto que você para te provar que sim. Em meio à correria do dia-a-dia você vai desacreditar da bondade das pessoas e bem depois vai aparecer, no pico de meio dia ou às 7h da manhã, dentro de um ônibus lotado, alguém extremamente gentil que vai pedir para segurar os seus livros e sua fé na humanidade vai ser restaurada. E só então vai entender que gentileza é um valor tão necessário quanto humildade. Vai acabar concluindo que as duas andam juntas. Acredite.

Descobre que vai ter momentos onde o melhor a se fazer é colocar a mochila nas costas e dar meia-volta. Trinta minutos depois vai suspirar porque lá no fundo o coração sabe que não tem volta e caminho só se tem para frente. E vai rir. E vai se sentir grato por estar onde está. Vai sonhar, planejar, arquitetar os próximos passos e feitos. Então tudo é lindo outra vez e as possibilidades são tantas. Vai chegar um ponto em que irá se ver todo enlaçado: com pessoas, ideais, lugares e possibilidades. Vai descobrir que aprender é um presente que se soma.

Vai descobrir que saudade dói. Muito. Demais.
Vai compreender que o amor não se esgota com a distância. Não o verdadeiro.

Vai descobrir que somos todos diplomatas. Que saímos por aí fazendo acordos, criando vínculos, abrindo embaixadas e mais embaixadas nas vidas alheias. Você descobre que, apesar de sempre ter para onde voltar e que lar é, de fato, onde seu coração está, nenhum lugar do mundo te pertence: você pertence ao mundo.


T. ♥

101 coisas em 1001 dias

Foto/Reprodução: Layla Amarante
O projeto teve início em 2005 (deeez anos atrás, gente!), numa versão em inglês e virou febre na blogosfera. Eu sempre quis cumprir um desses desafios/projetos. Tentei o “#100HappyDays” no instagram, mas não vingou. Dessa vez vou tentar levar para frente. Eu jurei para mim que não faria listinha de “resolução para o Ano Novo”. Essa se aproxima na ideia, mas não “cobra” tanto, acho que pelo tempo para realizar que é maior – em torno de dois anos e nove meses O objetivo é cumprir, como já diz o nome, 101 metas em 1001 dias. Simples? Parece que sim. Veremos no que dá. 
 
Início: Quarta-feira, 07/01/2015
Termino:  Quarta-feira, 04/10/2017
 
      01. Tirar a carteira de habilitação
02. Abrir uma poupança
03. Fazer exercício físico pelo menos duas vezes na semana/OU entrar na academia e permanecer
04. Me importar menos com o que os outros vão pensar
05. Ser menos preocupada e aproveitar mais os momentos
06. Ser mais independente
07. Estudar retórica e argumentação
08. Deixar de depender financeiramente dos meus pais
09. Acampar
10. Conhecer São Paulo
11. Viajar em família
12. Voltar ao Rio de Janeiro
13. Viajar a dois
14. Manter o blog até o fim dos 1001 dias
15. Viajar para outro país 
16. Conhecer o deserto do Atacama
17. Aprender a nadar
18. Conhecer Bariloche
19. Aprender a fazer penteados em mim mesma
20. Viajar com o meu irmão
21. Comprar uma instax
22. Comprar um celular novo (com o meu dinheiro)
23. Comprar Just Dance 2015
24. Comprar uma estante nova para o meu quarto
25. Ir ao teatro
26. Revelar pelo menos 3 fotos por mês durante 1 ano
– Janeiro/2015 
– Fevereiro/2015
27. Comprar um violão
28. Assistir pelo menos 100 filmes da lista “1001 filmes para ver antes de morrer”
29. Finalizar um jogo com o namorado
30. Assistir todos o filmes da Lista da Bestie:
    (Para acompanhar a lista no filmow)
31. Ler três livros por mês 
32. Fazer um ensaio de fotos com profissional
33. Comprar prateleiras novas para os meus livros
34. Comprar 20 (ou mais!) pelúcias
35. Comprar mais cortinas
36. Fazer 5 sorteios no blog
37. Comprar um tapete para o meu quarto
38. Ler 10 livros em inglês
39. Comprar uma câmera nova
40. Aprender a tocar violão
41. Passar réveillon na praia
42. Comprar jogos pro 3ds do G
43. Começar a trabalhar
44. Aprender a fazer bolo
45. Ir ao nutricionista
46. Aprender a fazer feijão
47. Deixar de tomar Coca-cola
48. Aprender a jogar xadrez
49. Entrar para faculdade
50. Voltar a estudar inglês
51. Voltar a pintar
52. Começar a estudar francês
53. Fazer aula de dança
54. Ir ao dentista
55. Começar a estudar para concurso
56. Passar em um concurso
57. Visitar a Natalia
58. Ter um agenda/caderno de organização e mantê-la
59. Ler os livros do Guia do Mochileiro das Galáxias
60. Cortar o cabelo
61. Assistir todos os filmes de Star Wars 
62. Ler todos os livros de GoT
63. Perder peso
64. Reformar meu quarto
65. Enviar a carta (e muitas outras) da bestie
66. Enviar o livro da Danny
67. Arrumar meu guarda-roupa e tirar o que não serve para doar
68. Jogar fora todos os papéis da estante que não servem mais
69. Ler todos os livros da minha estante
70. Desencalhar uma amiga
71. Assistir/rever/acompanhar todas as séries:
– Suits
– Friends
– GoT
– How to get away with murder
– How I met your mother
– Sherlock
– Breaking bad
– The big bang theory
72. Morar sozinha/sair da casa dos meus pais
73. Doar sangue
74. Acompanhar de perto o crescimento da Julia
75. Frequentar os encontros da SdD
76. Assistir Pokémon
78. Ir a 2 shows
79. Comprar 10 livros que eu queira muito, muito, muito!
80. Trocar os meus óculos
81. Fazer 20 projetos DIY
82. Aprender a desenhar
83. Organizar minha lojinha no Enjoei
84. Presentear 10 pessoas sem motivo aparente
– J.A.
– Mãe
– Pai
– Uon
– Gabs
– Let
– Ju
– JH
85. Fazer trilha
86. Assistir 30 filmes no cinema
  1. O Jogo da Imitação (2014)
 2. Fifty Shades of Grey (2015)
 3. Os Vingadores: a era de Ultron (2015)
 4. Simplesmente Acontece (2014)
 5. Entre Abelhas (2014)
6. Deadpool
7. Batman vs. Superman
87. Encher um cofrinho
88. Reencontrar os amigos do colégio
89. Destruir o livro “Destrua esse diário” que ganhei da Dudu.
90. Fazer um diário de viagem
91. Comprar todas as temporadas de pelo menos 5 séries que gosto muito.
92. Visitar, no mínimo, dois museus
93. Fazer uma receita diferente pelo menos uma vez no mês
– Abril/2015: churros.
– Outubro/2015: bruaca doce.
94. Criar um LookBook
95. Ler a minha enciclopédia visual da Recreio
96. Me aprofundar em 10 assuntos que sempre tive curiosidade
97. Ser aprovada em Direito na Federal
98. Fazer uma maratona com os filmes do Senhor dos Aneis
99. Fazer uma festa de aniversário legal
100. Fazer 25 programas diferentes com a minha família durante o projeto (e registrá-los)
101. Cumprir pelo menos a metade dessa lista

Post de apresentação que não apresenta.

Eu não gosto mesmo de fazer isso. Por isso não farei. Sabe aquelas dinâmicas em grupo que todo mundo precisa fazer um cartão de visita de si mesmo ao vivo e a cores no estilo “Se vira nos 30”? Pois bem, o obrigatório post de apresentação me causa a mesma sensação.
Por isso falarei do próprio blog, o meu mais novo filhote – e esse, eu juro pr’ocês, não vai morrer por abandono ou esquecimento.
Com o fim da minha vida escolar e a chegada do nosso tão conhecido tédio-das-férias, a ideia de criar mais um blog retornou. Dessa vez mais forte e, felizmente, com defensores (Roberta, Gio, Wes e Lele: meu mais sincero obrigada! Isso é para vocês também. ♥)
A ideia, meus amigos, é escrever e compartilhar. O primeiro me é muito comum, já o segundo… um desafio e tanto.  2015 me parece um bom ano para desafios e é assim que eu pretendo e estou a começá-lo: me desafiando. Primeiro, o blog. O resto  virá. 
“… barquinho na correnteza, Deus dará.”

 
Não era mesmo para fazer sentido, não se preocupem.


T. ♥