Para esse tal de dois mil e dezessete: atitude.

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Parei de romantizar finais de ano. É indescritível a sensação de renovação que eles nos trazem, eu não discordo. Mas é apenas isso: sensação. Aquela máxima que diz: “o ano só muda se você muda” nunca me soou tão verdadeira.

Pois bem, chamem isso de vida adulta, de maturidade ou apenas de “cair na real”. Só chamem de alguma coisa. É isso que tenho feito nesses primeiros dias: nomeado coisas. As pessoas que quero comigo, as metas que vão sair do papel, onde eu quero chegar. Há dois anos atrás eu fiz a mesma coisa. À época, não possuía metade da percepção de realidade que tenho hoje, mas soube definir algumas coisas e, levando em consideração os resultados colhidos até então, até que defini bem. Há dois anos atrás joguei para escanteio um negócio chamado medo, me permitindo continuar apenas com o frio na barriga. Fiz as malas, contra o gosto da minha mãe, e saí da cidadela que nasci e me criei com um único desejo: o de ser grande. É ele que me motiva correr atrás dos sonhos que construí e carrego no mais íntimo do meu coração, os quais eu também partilho com os corações que me acolheram durante essas duas décadas de peleja nesse mundão de nós todos.

Atualmente, mais do que em nenhuma outra época da minha vida, tenho certeza que planejamento é fundamental para a concretização de algo, mas que sem atitude de nada serve. Não fique nessa de só listar sonhos e metas, entre na de riscá-los das suas listas. É tão prazeroso quanto. Eu garanto. E lembre-se: quando não se sabe onde quer ir, qualquer caminho serve. Saiba onde quer chegar.

 

T. ❤

#FotografeUmLivro

Comecei lá na page do blog, resolvi trazer para cá: um post fotográfico sobre livros. Na verdade já fiz posts nessa linhagem, só que com apenas um livro por vez. Dessa vez eu resolvi misturar os meus “flagras” literários e compartilhá-los com vocês.

Alguém arrisca adivinhar quais são os livros? ♥

Direito: minhas primeiras impressões ♥ Parte II

DSCF8522Passando o primeiro período, um semestre de muitas mudanças e adaptação, chega o segundo e não somos mais “bixos”, somos v e t e r a n o s. Não que isso mude muita coisa, mas, como a gente diz aqui no Ceará: dá uma moral!

Cursei as 6 disciplinas obrigatórias da grade. Tive Sociologia e Antropologia Jurídica que, para mim, foi a disciplina mais puxada do semestre. Pasmem! Exige muita, muita, muita leitura. Você provavelmente vai gastar muito marca texto com ela. A professora era bem rígida e cobrava muito da turma. Era uma disciplina de 4 créditos/72h, então a professora dividiu em duas partes: primeiro nós estudamos os antropólogos e depois os sociólogos. Tive contato com as obras da Thaís Luzia Colaço, com Marx, Foucault, Engels, Weber, Durkheim, Hegel, DaMatta  e vários outros.

Também tive História do Direito. O título é auto-explicativo, a disciplina vai tratar desde o surgimento do Direito até como ele se encontra atualmente. Ela vem de uma dimensão mundial até a realidade brasileira. Gostei muito, porque você entende como as coisas foram acontecendo e como os direitos foram conquistados através do tempo. Tem bastante leitura também, mas acho uma matéria bem leve e divertida de estudar se você gosta de História.

Falei no primeiro post que Leitura e Produção Textual era uma preparação para Linguagem Jurídica, lembram? Pois então! Em LPT, a gente “desenferruja” o português para poder estudar com todo gás Linguagem Jurídica, que não é nada muito além de português técnico. São nas aulas de LJ que nos é apresentado formalmente as expressões e os brocardos jurídicos. Você não vai aprender Latim, mas vai conhecer o básico e usá-lo frequentemente. Foi nessa disciplina que tive o primeiro contato com as peças processuais. Aprendi a escrever um parecer, a tão famosa petição inicial e entendi o que é e para que existe habeas corpus. Em Linguagem Jurídica, além do que a disciplina deve oferecer, temos o primeiro contato com processo. Por isso, meu conselho para quem ainda vai cursá-la é: faça TODAS as atividades que o professor passar. Valendo ponto ou não. Mesmo não sabendo por onde começar, tente. Não use esses modelos da internet, eu acho muito pouco autoral e, no final das contas, você não está fazendo muita coisa além de “copiar e colar”. No Direito primeiro você apanha, se desespera, acha que não dá para dissertar sobre tal assunto ou que tal caso não tem como ser resolvido e é aí que o fantástico acontece: você se pega escrevendo umas teses que vão te fazer pensar “nossa! Certeza que o juiz decidiria favorável ao meu cliente”. Persistência é o segredo, amigos. Faz parte do processo criativo/educacional. O crescimento é visível e isso vai te ajudar muito não só na faculdade, mas nos estágios. Sem contar que te dá uma boa base para cursar as cadeiras de processo.

Também cursei Direito Humanos. Cresci demais nessa cadeira. Foi a primeira vez que saí da faculdade e fui a campo pesquisar. Mas isso é assunto para outro post. Em DH eu entendi, obviamente, o que são Direitos Humanos, como eles estão “organizados” e quais são os meios de proteção dos mesmos. Se você gostar de Política Internacional/Direito Internacional como eu gosto, vai ser amor a primeira vista. Tem um pouco de Constitucional e História na disciplina. Minha professora trabalhou, um por um, os casos do Brasil no Sistema Interamericano de Direitos Humanos – os que foram só até a Comissão e todos os que chegaram a Corte. Estudei as estruturas dos órgãos internacionais de proteção dos Direitos Humanos e, juro para vocês, muita coisa passou a fazer sentido. Aproveitando a oportunidade, acho que essa é um das sensações mais fantásticas que o Direito possibilita aos seus acadêmicos: a de entender como o mundo funciona. Tudo passa a fazer sentido, a gente passa a entender as notícias que antes era um pouco confusas, a TV Justiça e a TV Senado não são mais canais que você passa direto, você assiste, concorda e até ri de alguns posicionamentos porque são contrários a sua posição doutrinária. Você entende.

Teve Direito Civil I, que é a disciplina que explora a parte geral do Código Civil. A impressão que eu tenho é a seguinte: Civil I é Conceitos Jurídicos Fundamentais aprofundado, detalhado e expandido. Para quem não sabe, Direito Civil é um ramo do Direito Privado. Direito Civil vai abordar contratos, falência, sucessão, questões de família etc. Por isso tem Direito Civil I, II, III, IV… E por aí vai. Deem atenção ao código, mas não esqueçam da doutrina. São muitos detalhes, então é uma disciplina que requer muita atenção.

Por último, porém não menos importante, a minha queridinha, a que faz o meu coração bater mais forte (Haha!): Direito Penal I – Teoria do Crime. ❤ Que disciplina, amigos! De longe, sem dúvidas, a mais cativante e a melhor de se estudar. Difícil? Bastante. Diferente de Direito Civil, – e os amantes da área cível que me perdoem – o Direito Penal é mais… prático. Requer, sim, muito conhecimento teórico, mas você consegue sentir mais… adrenalina. Direito Penal é um ramo do Direito Público e lida com a esfera criminal. Nessa cadeira eu aprendi, basicamente, sobre os elementos do crime, sobre os erros do crime, a quem e quando se pode imputar uma responsabilidade penal etc. Se você não cursou nada de Penal ainda, não deve estar entendendo 90% do que eu estou falando. Não se preocupe, é assim mesmo. A gente assiste aula e continua não entendendo. Por isso é essencial a leitura da doutrina e as tentativas de interpretação da lei seca. Sim, eu disse “tentativaS” porque ninguém entende lendo uma só vez. A relação dos alunos com DP é 8 ou 80. Ou você ama ou você odeia. Eu fico no primeiro time.

Quando entrei de férias do segundo semestre e voltei para casa, já dava até pitaco em casos alheios, porque eu já entendia de alguma coisa. Aliás, se você faz ou pretende fazer Direito, acostume-se: vai aparecer gente de todo canto, com problemas de todo jeito, pedindo sua opinião e perguntando se você já não pode resolvê-los. Ficar com cara de tacho porque não sabe de alguma coisa é super comum, não fique se achando burro – eu ficava, no começo, hoje tô de boas. Haha!

Qualquer dúvida, me escrevam! Pode ser nos comentários, na page, por e-mail (thaisdnj@hotmail.com). Prometo responder.

01 #Wishlist: I wish… BOOKS! ♥

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Uma amiga querida me deu a ideia de escrever uma listinha com os livros que quero ganhar esse ano. Resolvi fazer melhor: criar a listinha aqui no blog. Assim vocês, ela e até minha mãe, podem, sei lá, querer me presentear com algum. Nunca se sabe quando alguém vai resolver ser gentil, não é? Haha!

Na verdade, a lista é mais para eu poder me organizar mesmo. Eu tô querendo faz um tempo esses livros e espero que em 2016 consiga pelos menos comprá-los. São só “8”. Fui realista na hora de listá-los.

 

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MINI-SINOPSE ♥

  “No ano que completei noventa anos, quis presentear-me com uma noite de amor louco com uma adolescente virgem”. E é assim, sem rodeios, que Gabriel García Márquez nos apresenta a história deste velho jornalista que escolhe a luxúria para provar a si mesmo, e ao mundo, que está vivo. Primeira obra de ficção do autor colombiano em dez anos, “Memória de Minhas Putas Tristes” desfia as lembranças de vida desse inesquecível e solitário personagem em mais um vigoroso livro de Gabriel García Márquez.

  • 02 ♥ A Arte de Argumentar

    Entrou para lista dos desejados quando passei a frequentar alguns encontros da Sociedade de Debates UFC e eles indicaram como leitura para quem quer aprender um pouco mais sobre retórica e argumentação. Já tentei ler em PDF (porque não tá $fácil$, amigos!), mas não encontrei na internet. Quero muito, muito ler. Estudar retórica e argumentação é até uma das metas do 101 coisas em 1001 dias.

MINI-SINOPSE ♥

 A argumentação está no cerne do funcionamento de nossa sociedade, em três níveis: político, midiático e profissional. Este livro se destina a estudantes dos primeiros anos da universidade, e tem o objetivo de ajudá-los a preparar-se melhor para exames e concursos, mas também para a vida profissional; é igualmente útil para profissionais já inseridos que desejem aperfeiçoar sua formação e professores do ensino médio.

MINI-SINOPSE ♥

A obra contém relatos de histórias do período em que a autora atuava como advogada “pro bono” em vários casos. Trata-se de um trabalho muito bonito e comovente, com casos que nos fazem refletir sobre a vida e todos os ensinamentos que estão à nossa disposição, mas que, na correria do dia-a-dia, não paramos para avaliar.

  • 04 ♥ V de Vingança

    Tem nem o que falar, gente. O filme é um dos meus preferidos da VIDA. Ainda não tive a oportunidade de ler a obra literária, por isso quero muito. Já vi ele lá na livraria Cultura e quase saí de lá chorando sem ele.

MINI-SINOPSE ♥

Londres. Cinco de novembro de 1997. Numa Inglaterra dominada por um regime totalitário, uma figura misteriosa chamada simplesmente V, usando vestimentas e uma máscara que evocam a imagem de um infame personagem histórico britânico, desponta no horizonte como a única chance de que haja liberdade novamente. Chegou a hora de alguém levantar a voz e dar um basta à situação vigente… Um verdadeiro marco na história da narrativa gráfica, V de Vingança é um hino à resistência e à necessidade de liberdade. Sua importância é tão grande que até hoje é apontada como uma das melhores publicações do gênero, tendo, inclusive, influenciado os irmãos Wachowski (criadores da trilogia Matrix) a produzir um excelente filme baseado na obra.

MINI-SINOPSE ♥

Obra-prima de Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby é o romance americano definitivo sobre os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial. O texto de Fitzgerald é original e grandioso ao narrar a história de amor de Jay Gatsby e Daisy. Ela, uma bela jovem de Lousville e ele, um oficial da marinha no início de carreira. Apesar da grande paixão, Daisy se casa com o insensível, mas extremamente rico, Tom Buchanan. Com o fim da guerra, Gatsby se dedica cegamente a enriquecer para reconquistar Daisy. Já milionário, ele compra uma mansão vizinha à de sua amada em Long Island, promove grandes festas e aguarda, certo de que ela vai aparecer. A história é contada por um espectador que não participa propriamente do que acontece – Nick Carraway. Nick aluga uma casinha modesta ao lado da mansão do Gatsby, observa e expõe os fatos sem compreender bem aquele mundo de extravagância, riqueza e tragédia iminente.

MINI-SINOPSE ♥

Nesse segundo volume, a Autora se propõe a relatar experiências no exercício da advocacia “pro bono” e outras crônicas de situações cotidianas relativas aos direitos.

MINI-SINOPSE ♥

Quais São Nossos Deveres para com os outros como pessoas de uma sociedade livre? O governo deve taxar o rico para ajudar o pobre? O livre mercado é justo? Pode ser errado, às vezes, falar a verdade? Matar pode ser moralmente necessário? É possível, ou desejável, legislar sobre a moral? Os direitos individuais e o bem comum conflitam entre si? O curso “Justiça” de Michael J.Sandel é um dos mais populares e influentes na Universidade de Harvard. Quase mil alunos aglomeram-se no anfiteatro do campus para ouvir Sandel relacionar as grandes questões da filosofia política aos mais prosaicos assuntos do dia e, neste outono, a rede pública de televisão transmitirá uma série baseada em suas aulas. Justiça oferece aos leitores a mesma jornada empolgante que atrai os alunos de Harvard. Este livro é uma exploração investigativa e lírica do significado de justiça que convida os leitores de todas as doutrinas políticas a considerar as controvérsias familiares de maneira nova e iluminada. Ação afirmativa, casamento entre pessoas do mesmo sexo, suicídio assistido, aborto, serviço militar, patriotismo e protesto, os limites morais dos mercados — Sandel dramatiza o desafio de meditar sobre esses conflitos e mostra como uma abordagem mais firme da filosofia pode nos ajudar a entender a política, a moralidade e também nossas convicções. Justiça tem vida, provoca o raciocínio e é sábio — uma nova e essencial contribuição para a pequena prateleira dos livros que abordam, de forma convincente, as questões mais difíceis da nossa vida cívica.

  • 08 ♥ Coleção “As Grandes Ideias de Todos os Tempos” 

    Se não me engano, são 10 livros no total. Sou louca por eles por motivos de: parecem ser muito dinâmicos e falam de assuntos importantes e AS EDIÇÕES SÃO LINDAS. Não sei lidar. Eu gosto muito de ter os livros, mas gosto AINDA mais de livros em edições bonitas. Tipo aquelas dos livros da Jane Austen todos trabalhados em pano, sabe? Sofro muito nas livraria quando encontro. Sofro ainda mais com os preços. Vou colocar a sinopse e o link do Livro da Psicologia, porque se for colocar de todos o post fica muito extenso.

MINI-SINOPSE ♥

Seja ao candidatar-se a um novo emprego, buscar apoio para fobias ou compulsões, receber orientação sobre como melhorar o desempenho dos filhos na escola, a aplicação dos estudos da psicologia acompanham decisões e comportamentos a todo momento. Apesar disto, esta ciência ainda é uma área do conhecimento misteriosa para muitas pessoas. Muito além dos estudos de Freud e Jung, O Livro da Psicologia traz um panorama completo e detalhado sobre essa ciência da mente e do comportamento. Nele, a psicologia é abordada a partir de suas raízes filosóficas (desde as reflexões feitas por Descartes, ponto de partida da noção fundamental de subjetividade) e fisiológicas (com destaque para o neurologista francês Jean-Martin Charcot e seu diagnóstico dos mecanismos causadores da histeria). O entrelaçar dessas duas áreas permitiu que, em 1879, fosse dado o primeiro passo para a constituição da psicologia como ciência por meio da criação por Wilhelm Wundt do primeiro laboratório de psicologia experimental na Universidade de Leipzig, na Alemanha. O livro segue a mesma proposta de conteúdo e projeto gráfico de O Livro da Filosofia. Seguido de uma perspectiva cronológica, e com o apoio de esquemas e gráficos, a publicação destaca autores e contextualiza suas descobertas, traz um glossário, com os principais termos e teorias, além de conter um capítulo dedicado a apresentar os cientistas e psicólogos que ajudaram a aprofundar o conhecimento desenvolvido ao longo das décadas. O Livro da Psicologia é o mais atualizado livro sobre o tema, uma obra que despertará reflexões, destruirá preconceitos e instigará o leitor a buscar o autoconhecimento.

Me adicionem lá no Skoob!  ❤ 

Direito: minhas primeiras impressões ♥ Parte I

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Desde que eu entrei na faculdade, sabe-se lá o porquê, um número significativo de pessoas me procura para esclarecer algumas dúvidas sobre o curso de Direito. É amigo, é amigo de amigo, é primo, é namorada de primo, é desconhecido que ouviu falar de mim através de uma tia, gente que lê o blog e por aí vai. Baseada nisso e levando em consideração que o blog tem como finalidade, também, expor informações que venham a ser úteis, eu resolvi trazer as minhas primeiras impressões sobre o curso.

Primeiro semestre ou como a gente carinhosamente chama lá na FFB, S1:

O primeiro período do curso de Direito – pelo menos na minha faculdade e nas que eu tenho conhecimento – é essencialmente introdutório. O que isso significa? Significa que você vai cursar disciplinas básicas como Filosofia, Antropologia e Sociologia. E não, nada de muito novo, para falar a verdade. Você vai ler Aristóteles, Platão, Tomás de Aquino, Marx, Foucault, Sócrates, Hobbes, Rousseau etc. Todos já são velhos conhecidos nossos lá do ensino médio, pelo menos assim espero. Eu tive Sociologia e Antropologia no segundo semestre, mas os detalhes desse ficam para a segunda parte do post. No meu caso, o primeiro contato com Direito propriamente dito foi nas disciplinas de Ciência Política e Teoria do Estado e Organização Institucional do Estado. A impressão que você tem, inicialmente, é que está estudando um Constitucional basicão. E, de certa forma, é isso mesmo. São nessas disciplinas que nós temos o primeiro contato com a Constituição Federal.

Eu diria que a disciplina mais “do Direito” seria, porém, Conceitos Jurídicos Fundamentais – em todas as outras faculdades essa disciplina se chama Introdução ao Estudo do Direito, sabe-se lá o porquê a minha resolveu inovar. É onde nós vamos ser, como já diz o próprio nome, introduzidos ao estudo jurídico. Nomenclaturas antes nunca vistas e o primeiro contato com a doutrina. É aqui que entra na sua vida Hans Kelsen, Miguel Reale, Paulo Nader, Bobbio e muitos outros carinhas às vezes um pouco complicados de entender – Kelsen taí para provar isso. Foi em Conceitos que eu tive contato com o meu primeiro caso, o clássico Caso dos Exploradores de Caverna – que se você tiver curiosidade, é um livro de autoria do Lon L. Fuller – onde o caso deveria ser apresentado em forma de júri simulado. O meu primeiro e inesquecível júri, onde fui membro da promotoria ao lado de duas grandes amigas. Por sinal, nós conseguimos a condenação dos réus e nota máxima no trabalho.

Tive uma cadeira de Linguagem e Produção Textual, que é… português. Uma espécie de revisão e preparação para o conhecimento da linguagem jurídica, mas nada muito técnico ainda, sabe? Também tive Ética e Pensamento Filosófico que não é nada além de Filosofia Geral e eu já falei dela lá em cima.

Quase esqueço de Teoria do Direito e Epistemologia Jurídica, que é uma disciplina que exige MUITA leitura. É trabalhada a construção científica do Direito, o conceito de justiça, a ciência do Direito como teoria de interpretação, noções de argumentação e a relação do Direito com as outras ciências. Eu tive contato com as obras do Ihering, do Beccaria, Rousseau e vários outros. Essa é uma disciplina que daria uma conversa de horas. Talvez seja a minha preferida do primeiro período, mas só talvez. ❤

De uma forma bem geral, eu acredito que seja um dos semestres – se não o semestre – mais teóricos do curso. Porque o contato com casos é mínimo e você tem quase nenhuma noção das leis. Isso talvez seja difícil para alguns que escolhem o curso achando que vão ter muitos casos para resolver assim, de cara, sabe? Às vezes alguns se desiludem ali mesmo e desistem. Eu vos digo, queridos: persistam! O melhor está por vir. ❤

A continuação vocês acompanham na segunda parte do post.

Desafio Mais Cultura 2016

Dia chuvoso abre espaço para gente se enfiar debaixo das cobertas e passar o dia vagando pela internet, sem preocupação. Foi assim que eu achei o “Desafio Mais Cultura 2016”.

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Na hora que li, pensei: vou fazer! Mas é aquela coisa, a gente se compromete, guarda a lista, vai passando o tempo, cumpre um, vai passando o tempo e passando e passando. Quando percebe, já acabou o prazo e nada. Então eu resolvi compartilhar aqui no blog, assim a “obrigação” de cumprir se torna pública e, dessa forma, mais séria.

Então, challenge accepted!

Caso alguém aceite o desafio, comentem como está sendo/foi!

Feliz ano novo, pessoal. Beijo grande! ❤